8 de Setembro: Dia Internacional da Alfabetização!

alfabetizacao2Buscando despertar a consciência pela importância da alfabetização ao redor do mundo e voltar os olhos para uma educação compromissada, a ONU e a UNESCO declararam, em 1967, o dia 8 de setembro como o Dia Internacional da Alfabetização. Segundo um dos maiores educadores conhecidos até hoje, o pedagogo brasileiro Paulo Freire, “A alfabetização é mais, muito mais, que ler e escrever. É a habilidade de ler o mundo, é a habilidade de continuar aprendendo e é a chave da porta do conhecimento”.

Então, como ajudar seu filho em fase de alfabetização a tomar gosto pela leitura? A autora do romance “Tempestade”, Edeni Mendes da Rocha, é mãe de três filhos e soube exatamente como incentivar o hábito da leitura desde muito cedo. Para ela, a melhor maneira de alimentar esse hábito envolve comunicação e atenção dos pais, que devem se preocupar não somente com o ato da leitura, mas também com o conteúdo lido por seus filhos.

Segundo a autora, a criança deve ser estimulada desde a mais tenra idade. Livros coloridos, que vão para o banho e fazem barulhinhos engraçados já despertam a atenção e a curiosidade das crianças. A leitura de histórias infantis, por exemplo, antes de dormir, também desperta o interesse, pois a criança percebe que há um ‘universo mágico’ sob a forma de letrinhas naquele objeto que os pais folheiam e conseguem decifrar. Quando a criança começar a ‘brincar de ler’ é a hora de entrar com os livros coloridos, cheios de figuras, formas e interação. É o momento também em que os personagens e suas ‘travessuras’ passam a ser identificados com a vida da própria criança. Entram nesta fase todas as aventuras do mundo infantil, de heróis a princesas e até mesmo o gato sapeca que quebrou o vaso da mamãe. Com essa interação, a relação com os livros se torna natural, cheia de encanto e com gostinho de ‘quero mais’.

Edeni lembra ainda que a dificuldade na leitura, os problemas com interpretação de texto e a falta de prática na produção textual, se não corrigidos ainda na infância, podem perdurar por toda a vida. “Lendo mais, essas crianças aprenderão a falar e escrever melhor, pois terão adquirido ao longo de vários anos um bom vocabulário. E não terão dificuldades com as provas de Literatura e Redação”, diz a escritora.

Uma boa ideia é a criação de uma minibiblioteca particular em casa, atendendo a cada faixa etária das crianças da casa. O contato com esses livros aumenta, e muito, o interesse pela literatura. “Em primeiro lugar, os pais devem escolher livros que são de interesse da criança, e não deles, adultos. Cuide para que o conteúdo das obras esteja de acordo com a faixa etária de seus filhos e que não confronte crenças e princípios familiares. Para bebês, tenha livros que possam ser mordidos, babados e esticados. Crianças de três anos adoram livros para colorir, cheios de forma e de figuras grandes. O mesmo já não ocorre com crianças de seis ou sete anos. Altere seus livros de acordo com o crescimento de seu filho”, recomenda.

Com essas boas dicas da autora Edeni, não temos desculpas para deixar de incentivar os pequenos, não é mesmo?

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